Pragas Existentes
Domingo, 21 de Setembro de 2014, 23h26   (Atualizada 21/09/2014 às 23:26)

Ratos

Rato, é o nome geral dos mamíferos roedores da família Muridae. É a maior família de mamíferos existente na actualidade cerca de 650 espécies, classificadas em cerca de 140 géneros e em cinco ou seis subfamílias. Uma grande quantidade de informações sobre a anatomia, fisiologia, comportamento e doenças estão disponíveis devido à sua popularidade como animais de laboratório. E esta popularidade se dá por conta de em muitos aspectos assemelharem-se ao humano, sendo fundamental o imunológico o que o faz a melhor escolha para laboratorio e vetor de muitas doenças.
Os ratos silvestres foram aparentemente originados nas regiões temperadas da Ásia Central. Através de migrações pelas rotas comerciais e militares, o rato se espalhou pelo mundo. Muitos tipos de rato transformaram-se em espécies invasoras e causaram estragos nos ecossistemas ocupados através da sua migração.
Os ratos são conhecidos especialmente pelo risco a saúde, são portadores de variadas doenças transmissíveis ao homem, como a leptospirose e hantavírus, além de ser hospedeiro para outras doenças.
O controle da população de ratos é extremamente difícil de ser realizado. Os ratos, precisam de 3 itens para sobreviver e reproduzir, são estes abrigo, alimentação e água. A água e o abrigo são praticamente impossíveis, se retiramos as fontes de água, ele irá mais longe para obte-la e voltará ao seu abrigo, se eliminamos seu abrigo atual, ele criará um novo próximo ao local, sobrando somente a alimentação.
Algumas espécies de ratos
Rato-marrom
O rato-marrom, rato-castanho, ou ratazana (Rattus norvegicus) é uma espécie de roedor que surgiu no Sudeste da Ásia, mas, devido à acção do homem, acabou por se alastrar pelo mundo inteiro. Chegou à Europa no século XVIII e à América no século XIX. Este rato tem hábitos semi-aquáticos. Encontra-se em pequenos grupos compostos por um macho e várias fêmeas. Constrói os ninhos em corredores subterrâneos.
Tem um ciclo estral de cinco dias, com uma gestação de apenas vinte e quatro, da qual nascem geralmente oito crias. Ocorre, então, um novo estro dezoito horas depois do parto e outros filhotes nascem ao final do desmame da primeira ninhada, que se dá nos vinte e um dias. Os recém-nascidos abrem os olhos aos quinze ou dezasseis dias e sua maturidade sexual observa-se aos três meses de idade.
O rato-marrom tem cerca de 25 cm de comprimento, cauda mais curta ou igual ao corpo, orelhas pequenas, pele áspera e pés com membranas interdigitais.
A variedade Wistar deste rato, conhecido como rato-branco-de-laboratório, é muito usado em pesquisas. Foram-lhe selecionadas características recessivas, como o albinismo.

Rato-preto
O rato-preto (Rattus rattus) é uma espécie de ratazana, também conhecida como rato-de-telhado, rato-caseiro ou rato-inglês e, no Nordeste brasileiro, como gabiru ou rato-de-couro. O rato-preto surgiu no Sudeste da Ásia, e depois passou a ser encontrado na Europa por volta do século VIII, na África no século XVI e na América do Norte no século XVII. Na América do Sul, chegou junto com as expedições dos primeiros exploradores, tendo seu primeiro registro em 1544, no Peru.
Seu refúgio em barcos e também a urbanização de seu habitat, eliminando os possíveis predadores de sua espécie, são alguns dos fatores que têm contribuído para sua proliferação, tornando-os verdadeiros comensais humanos.
O rato-preto é encontrado sempre em grupo, formado por 1 macho e 2 ou 3 fêmeas. Seu abrigo, onde também guarda seu alimento, é construído com o material que encontrar. Os ninhos são geralmente acima do solo nos sótãos, forros das casas, arbustos, sacarias, frestas de muros, armazéns, porões de navios e nas áreas portuárias.
Sua gestação é de 21 dias, e a fêmea fica grávida novamente no mesmo dia que nasce a primeira ninhada. Os filhotes que nascem são desmamados após três semanas, e sua maturidade sexual, fase em que já atingiu todo seu desenvolvimento, é observada aos três meses de idade.
Em áreas urbanas este rato possui hábitos noturnos. Mede cerca de 40 cm, possuindo cauda maior que o comprimento da cabeça e corpo, orelhas longas quase sem pêlos e pés sem membranas interdigitais. As suas fezes são afiladas e são visiveis nas zonas onde habita.
A sua alimentação diária é baseada em cerca de 15 a 30g de legumes, frutas, cereais, raízes e pequenos insetos. Também consomem cerca de 15 a 30 ML de água por dia.
O rato-preto pode ser um perigo para a saúde pública visto que está associado a doenças perigosas como peste bubónica, tifo e toxoplasmose, por exemplo.

 

Camundongo
Camundongo é a designação dada, no Brasil, à espécie Mus musculus, um pequeno roedor da família dos murídeos, encontrado originalmente na Europa e Ásia, e atualmente distribuído por todo o mundo, geralmente associado a habitações humanas. Tem cerca de 8 cm de comprimento, pelagem macia, branca ou cinza-amarronzada, mais clara nas partes inferiores, orelhas grandes e arredondadas e cauda nua e longa. Em Portugal, onde é frequente a subespécie M. musculus brevirostris[1], é conhecido como ratinho, rato-caseiro ou rato-doméstico.
É também chamado de calunga, calungo, catita, catito. Existem também as formas camondongo, mondongo, topolino e murganho.
É o animal mais utilizado como cobaia em laboratórios de Biologia como um modelo aproximado do organismo humano[2],além de ter uma gestacão curta que contribui para as mudancas genéticas.
Os camundongos são geralmente brancos, mas existem outras variações de cores. Durante o século XIX o camundongo se transformou em um instrumento de laboratório. A partir de 1900 se tornou também um importante modelo experimental para os estudos da nova ciência que estava surgindo, a Genética.
O camundongo se caracteriza por ser uma espécie cosmopolita adaptada a uma grande variedade de condições ambientais. É um animal de hábitos noturnos que se acomoda em qualquer local de tamanho apropriado às suas necessidades.
O olfato é altamente desenvolvido sendo utilizado não somente para detectar alimento e predadores mas também para determinar vários sinais de comportamento. A visão é pobre: não distingue cores, uma vez que sua retina apresenta poucos cones.
O comportamento social depende da densidade populacional sendo que esses animais podem viver bem adaptados tanto solitariamente quanto em grandes colônias com padrões de hierarquia muito bem estabelecidos.

Fonte:
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